Tudo o que pode fazer recordar
Um lugar, uma canção, um cheiro
Um bilhete, uma bagana no cinzeiro
A mensagem que não apaguei
Pode trazer o esboço do riso
Ou deixar os olhos mareados
Levar para longe no tempo e no espaço
Com olhos fechados ou mirando o vazio
Partilhamos, às vezes
Tornamo-nos cúmplices
Entre olhos sabemos
Elas estão aqui
Passar, guardar, querer estar
E às vezes querer também libertar-se delas
Quando são tiranas, incansáveis
E perturbam até o sono
Ai as lembranças...
Elas não dormem
São oníricas
E quando parecem repousar
Transportam-me para um tempo que não vivi
sábado, 15 de janeiro de 2011
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Alpargatas para recordar
Vou calçar minhas alpargatas para não esquecer que andei pelos (des)caminhos do extremo sul. As cordas vão estalar e meus pés irão transpirar. Bah! E o que importa? Não sou bagual ou prenda, mas prefiro que o calor derreta meus pés a deixar escapar as lembranças.
Larissa Medeiros
21/10/2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
PALAVRA PUNHAL
Foi para espalhar aos quatro cantos
Para que todos apontem, comentem, sintam pena
O grande público,
As cortinas escancaradas
O espetáculo
Olhem! Olhem!
As chagas em flor
Rubras e carnívoras
Devorando qualquer gota de felicidade
E todo esboço de sorriso que não seja nervoso
É para emudecer e recordar a dor mais aguda
O sabor mais ácido
Com o olhar petrificado e fosco
Como o de um pedaço de carne inerte e sem vida
Palavra punhal em seu grande ato
Que dilacera e mortifica
Que quer latejar e tirar o sono
Oferenda preciosa nesse dia sacro de compaixão
(28/09/2010)
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Qualquer dia
Você não vem, não chega
E eu aqui a esperar
Roendo o esmalte vermelho que passei
Coisa de mulher pra você gostar
Cansei dessa partida
E agora estou decidida
Não! Não vou mais
Arrastar-me nas horas
Esperando teus sinais
Quero inventar novos amores
Passeios, cinemas, torpores
Mil chopes pra distrair
E quando menos esperar
Nem sequer irei lembrar
Das noites de sono perdidas por ti
Pode anotar
Não vai ter colher de chá
E vou pintar as unhas de outra cor
Qualquer dia
Mas queria eu acreditar
Nas promessas que faço
E cantarolar "Vou deitar e rolar"
Ao ouvir teus passos a me seguir
E eu aqui a esperar
Roendo o esmalte vermelho que passei
Coisa de mulher pra você gostar
Cansei dessa partida
E agora estou decidida
Não! Não vou mais
Arrastar-me nas horas
Esperando teus sinais
Quero inventar novos amores
Passeios, cinemas, torpores
Mil chopes pra distrair
E quando menos esperar
Nem sequer irei lembrar
Das noites de sono perdidas por ti
Pode anotar
Não vai ter colher de chá
E vou pintar as unhas de outra cor
Qualquer dia
Mas queria eu acreditar
Nas promessas que faço
E cantarolar "Vou deitar e rolar"
Ao ouvir teus passos a me seguir
domingo, 9 de maio de 2010
Enigma
Nem o signo poderá prever
Ou a palavra descrever
Capturo-te em fragmentos
Pois me escapam os momentos
Exatos de te perceber
Detenho-me em interstícios
Comprimindo-me em orifícios
Atiro-me em precipícios
Mergulho em todos os vícios
Na ânsia de te seguir
Não canso de repetir
Na ânsia de te encontrar
Não canso de me perder
Quando descubro em ti lógica
Desapareces como mágica
Ou a palavra descrever
Capturo-te em fragmentos
Pois me escapam os momentos
Exatos de te perceber
Detenho-me em interstícios
Comprimindo-me em orifícios
Atiro-me em precipícios
Mergulho em todos os vícios
Na ânsia de te seguir
Não canso de repetir
Na ânsia de te encontrar
Não canso de me perder
Quando descubro em ti lógica
Desapareces como mágica
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Encontros
De santa não teve nada
A semana em Santa Teresa
O bonde descarrilou
E o riso era a única certeza
Seguindo os trilhos
Para perder-se de vez (em Santa Teresa)
Quanto mais ela encontrava,
Mais confusa ela ficava
Embriagada em beleza
Por ladeiras, escadas, passagens,
Ela foi descobrindo as entradas
Foi chegando, foi subindo, sumindo
Foi ficando fora do ar
Passo leve sem compromisso
“Amanhã só depois de amanhã”
Deixando os caminhos a levar
Assistindo o bonde passar
Entre canções e ardor
Final de semana profano em Santa Teresa
A semana em Santa Teresa
O bonde descarrilou
E o riso era a única certeza
Seguindo os trilhos
Para perder-se de vez (em Santa Teresa)
Quanto mais ela encontrava,
Mais confusa ela ficava
Embriagada em beleza
Por ladeiras, escadas, passagens,
Ela foi descobrindo as entradas
Foi chegando, foi subindo, sumindo
Foi ficando fora do ar
Passo leve sem compromisso
“Amanhã só depois de amanhã”
Deixando os caminhos a levar
Assistindo o bonde passar
Entre canções e ardor
Final de semana profano em Santa Teresa
Assinar:
Postagens (Atom)
